TVT – Tumor Venéreo Transmissível em Cães

Imagem de Cachorra com TVT

O que é TVT

TVT – tumor venéreo transmissível é um tipo de câncer que afeta principalmente os órgãos genitais de cachorros, machos e fêmeas, provocando grande inchaço e sangramento na região.

Ocorre principalmente em regiões de clima tropical e sub-tropical, afetando os cães sexualmente ativos em geral.

A característica do nódulo é diferente conforme a região, em geral possuindo formato irregular e rugoso, que lembra uma couve-flor.

Nos machos o tumor afeta o pênis ou prepúcio e nas fêmeas a vagina, vulva e ânus.

Apesar de ser uma neoplasia maligna, o índice de cura é alto e o de metástase é baixo.

Sintomas

Alguns cães, principalmente machos, podem não apresentar sinais clínicos. Quando o tumor já é visível, machos e fêmeas sentem dor e desconforto na região. A dor mais intensa pode fazer com que o animal fique apático, com dificuldades para respirar e dormir.

Transmissão

Também conhecido como Tumor de Sticker ou Sarcoma infeccioso, em geral é transmitido de um cão para o outro durante o acasalamento. Pode também ocorrer quando um cão cheira, lambe ou morde os nódulos do outro. Desta forma, o tumor pode aparecer no focinho, boca e região dos olhos. O crescimento da massa nodular ocorre de 2 a 6 meses após o contágio.

O TVT não é uma zoonose, portanto não pode ser transmitido para humanos e também não é transmitido a animais de outras espécies.

Diagnóstico

O diagnóstico é realizado através de sinais clínicos e exame físico, mas só pode ser confirmado com a realização de exame citológico, proveniente de estudo das células removidas do local afetado. Em raros casos pode ser requerido exame histopatológico para confirmação.

Raramente exames como hemograma, bioquímico e urinálise tem alterações significativas em relação ao TVT. A não ser que casos de tumor já necrótico e infectado. Por isso a importância de se realizar um exame físico completo.

Imagem de TVT em fêmea Imagem de TVT em macho

Tratamento

A regressão espontânea do TVT já foi relatada, mas os casos são raros, sendo indicado seu tratamento.

A excisão cirúrgica não é indicada como método único, devido sua alta vascularização e taxa de recidivas. A radioterapia é eficaz, porém seu alto custo e necessidade de técnico e aparelhagem especializados limitam seu uso.

Sendo assim, o tratamento mais utilizado é ainda o sulfato de vincristina como agente único em aplicações semanais, normalmente de 4 a 6 semanas.

Porém, os efeitos colaterais causados pelos quimioterápicos e o aparecimento de casos resistentes à vincristina, têm estimulado cada vez mais a busca por novas modalidades de drogas que possam atuar de forma alternativa à terapêutica já empregada.

Diversos trabalhos mostram que o uso associado da vincristina com drogas como a ivermectina ou com substâncias naturais como bioterápicos, própolis ou imunoestimulantes podem reduzir o número de aplicações do quimioterápico e seus efeitos colaterais.

Mais estudos ainda são necessários, mas estas substâncias já são boas opções para serem utilizadas. Promovem a remissão do tumor em menor tempo e preservando a qualidade de vida do animal.

Prevenção

Não existem vacinas que previnam o TVT. Portanto, deve-se evitar o contato com animais portadores da doença e providenciar a Castração do animal como principal forma de prevenção.

A intenção deste blog é meramente informativa e não substitui a necessidade de consulta e prescrição veterinária.

Fontes:

petmd

Unesp

 

  • Jacqueline Cohen adora animais, ler, pesquisar e escrever, assim como ajudar de alguma forma os animais carentes, que precisam de socorro e resgate.

Deixe um Comentário